quarta-feira, 4 de julho de 2012

DOR CIÁTICA - TRAVEI E AGORA?



As clínicas de fisioterapia, recebem todos os dias, pessoas com crise do nervo ciático. A dor ciática ou ciatalgia é uma condição dolorosa que limita os movimentos dos membros inferiores e, em estágios mais avançados, chega a ser incapacitante. Sendo mais prevalente em individuos com idade acima de 30 anos, pode ocorrer tanto em pessoas sedentárias como em fisicamente ativas. 
O nervo ciático ou esquiático é o maior nervo do corpo humano, sendo responsável pela sensibilidade do pé e da maior parte da perna, motricidade dos músculos posteriores da coxa, região proximal da perna e músculos do pé. A dor ciática tem sua origem na compressão nervosa, sendo a hérnia de disco, a sua causa mais comum. Seus sintomas são: dor lombar e dor ao longo do trajeto do nervo, além de fraquesa e distúrbios sensoriais do membro inervado por este nervo. A compressão do nervo resulta em dificuldade na nutrição, gerando quadro doloroso intenso, desencadeamento de dores intensas ao menor estimulo, perda de sensiblidade, dores na ausência de qualquer estimulo, paralisia completa ou diminuição dos movimentos.


Travei! e agora? Calma, não deixe ninguém torcer, dar tranco ou puxões na tentativa de colocar alguma coisa no lugar!  Devido a um movimento brusco ou uma sobrecarga, seu nervo ciático foi pressionado e tudo que você tem que fazer agora é ficar parado, repouso! Deite-se, busque a posição mais confortável e assim que as dores aliviarem, procure seu médico ou fisioterapêuta. Antiinflamatórios poderão ser prescritos pelo seu médico. Não faça a auto medicação, pois além de não fazer o efeito esperado, pode ser prejudicial a sua saúde!

Tratamento fisioterapêutico: A ficioterapia terá o objetivo de diminuir as dores e a inflamação. O fisioterapêuta poderá lançar mão de técnicas de terapia manual, que poderão ser úteis para relaxar a musculatura. Também poderão ser usadas técnicas de tração e descompressão do nervo ciático e das estruturas posturais da coluna vertebral que promovem a força descompressiva no eixo da coluna, aumentando assim o espaço intervertebral. A eletroterapia é indicada e irá aliviar as dores. O ultrassom vem sendo bastante empregado nas ciatalgias com excelentes resultados, segundo Moore et al., o tratamento com ultrassom pode induzir mudanças fisiológicas que aumentam o reparo tecidual após a lesão, diminuindo o quadro de dor. No decorrer do tratamento serão realizados exercícios ativo assistidos de alongamento e fortalecimento muscular. 
Pessoas que já sofreram crises do nervo ciático, assim como outras complicações relacionadas a coluna vertebral, devem adotar bons hábitos posturais e evitar movimentos e situações que coloquem em stress as estruturas da coluna.  
Dicas para manter sua coluna saudável:

Fig. 1: Dobre os joelhos para apanhar um objeto.



Fig. 2: Preste atenção na sua postura ao dirigir, usar o computador ou caminhar:



Fig. 3: Alongue-se:


Fig. 5: Reabilitação postural global (RPG):



Fig. 4: Pratique atividade física:



Atenção: Este artigo tendo como única finalidade a informação, e divulgação da fisioterapia e contribuir para a qualidade de vida das pessoas.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Vivendo sem dor - Dicas de postura

Ergonômia é a ciência que estuda a relação entre o individuo e seu ambiente de trabalho. Neste contexto, existem três fatores que, juntos contribuem para instalação ou manutenção de problemas relacionados a coluna vertebral, são eles: mobiliário inadequado, posturas inadequadas na realização das tarefas laborais e manutenção de posturas únicas.
Hoje, vou falar sobre um erro comum, tanto em ambiente de trabalho como nas atividades domésticas, que é a flexão de tronco.
Durante as flexões e extensões de tronco (ato de dobrar a coluna para apanhar um objeto do chão, por exemplo), fazemos com que a parte interna do disco empurre suas camadas externas para as regiões póstero-laterais, desenvolvendo fissuras, fazendo com que o núcleo do disco migre para estas regiões fragilizadas. As camadas externas das fibras do disco podem conter o material nuclear enquanto ainda são uma camada contínua. Após uma lesão, há a tendência de o núcleo edemaciar-se (inchar) e distorcer o anel, gerando os abaulamentos ou protusões. A distorção é mais grave na região onde as fibras anulares são alongadas. Se as camadas externas se romperem, poderá ocorrer extrusão do núcleo do disco ou material nuclear através das fissuras, ocorrendo o que conhecemos como hérnia discal.


Portanto, se o seu trabalho exige movimentos de flexão e extensão de tronco, você precisa desenvolver a capacidade de agachar-se como facilidade e eficiência, para isso, precisa ter joelhos saudáveis. Lembre-se: Joelhos saudáveis, coluna saudável.
Se você sente dores no joelho ao agachar-se, subir escadas, etc., procure um médico ou seu fisioterapêuta para reabilitá-lo. O agachamento é o exercício mais funcional para os joelhos, pois simula movimentos que realizamos em nosso dia a dia.


Atenção, este artigo tem como única finalidade, a informação. Toda atividade física deve ser orientada por um profissional competente.


Hugo D. Campos - Professor de educação física e fisioterapêuta.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Aminoácidos de cadeia ramificada - BCAA



Em humanos saudáveis, nove aminoácidos são considerados essenciais, uma vez que não podem ser sintetizados endogenamente e, portanto, devem ser ingeridos por meio da dieta. Dentre os aminoácidos essenciais, se incluem os três aminoácidos de cadeia ramificada, ou seja, leucina, valina e isoleucina. Esses aminoácidos participam da regulação do balanço protéico corporal além de serem fonte de nitrogênio para a síntese de alanina e glutamina. No tocante à regulação da síntese protéica muscular, verifica-se que a leucina age estimulando a fase de iniciação da tradução do RNA-mensageiro em proteína, por mecanismos tanto dependentes quanto independentes de insulina. No que concerne ao exercício físico, supõe-se que esses aminoácidos estejam envolvidos na fadiga central, no balanço protéico muscular, na secreção de insulina, na modulação da imunocompetência, no aumento da performance de indivíduos que se exercitam em ambientes quentes e na diminuição do grau de lesão muscular.


 


 

REFERÊNCIA:


 

Rogero, M.M.; Tirapegui, J.; Aspectos atuais sobre aminoácidos de cadeia ramificada e exercícios físico, Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas - Brazilian Journal of Pharmaceutical Sciences; vol. 44, n. 4, out./dez., 2008 

quinta-feira, 28 de junho de 2012

ÁGUA DURANTE O EXERCÍCIO - QUAL A QUANTIDADE CERTA?

O nosso corpo é composto de pelo menos 75% de água. a desidratação pode comprometer o desempenho durante o exercício e aumentar os riscos associados ao esforço e ao calor. 
Segundo a National Athletic Trainer’s Association, muitas pessoas não ingerem voluntariamente água suficiente para prevenir a desidratação durante uma atividade física, por outro lado, o excesso de ingestão de líquidos deve ser evitado, uma vez que também pode comprometer o desempenho e a saúde. Têm sido propostas em consensos internacionais, recomendações sobre a hidratação com o intuito de minimizar os efeitos negativos das perdas hídricas sobre as respostas fisiológicas ao exercício.


Após vários anos de recomendação aos atletas e praticantes de atividades físicas que ingerissem quantidades fixas ou o máximo de líquidos (água pura e bebidas esportivas) a cada 15 ou 20 minutos de exercício para evitar a desidratação, tem sido verificado que esta estratégia de reidratação pode ser excessiva ou mesmo prejudicial à saúde das pessoas. Dados recentes têm demonstrado evidências sobre o crescente número de pessoas que são acometidas pela hiponatremia (baixa concentração de sódio plasmático) durante exercícios físicos prolongados, devido a hiperidratação. 


Em um estudo em 2002, durante uma prova de maratona, foi verificado que 13% dos atletas apresentavam hiponatremia e três atletas tiveram concentrações tão baixas de sódio plasmático que corriam risco de morte. Além disso, no mesmo estudo, foi observado que muitos atletas beberam quantidades excedentes de líquidos a ponto de aumentarem o seu peso corporal ao final do percurso da maratona.
Considerando as discussões atuais sobre os possíveis riscos relacionados ao excesso de hidratação durante o exercício, alguns autores têm defendido a efetividade da ingestão de líquidos de acordo com a sede, isto é, ingestão de líquidos voluntária, como estratégia segura de reposição de fluidos.
As discussões sobre o volume de líquido a ser ingerido durante o exercício para se manter um estado de hidratação adequado ainda continuam. Além da quantidade, a composição da bebida também é tema de muita discussão. É importante ressaltar que as recomendações foram criadas a partir de estudos com indivíduos jovens, saudáveis e, muitas vezes, bem condicionados, o que pode dificultar a sua aplicação de forma mais ampla.
EU, particularmente, acredito que a ingestão adequada deva ser de acordo com a sede, pois o sistema nervoso central é capaz de indicar corretamente o volume de fluido a ser ingerido, a partir de informações por ele integradas sobre todas as demandas do organismo. Além disso, é importante considerar o desenvolvimento do mecanismo da sede como parte do processo evolutivo do ser humano, o qual desenvolveu ao longo do tempo mecanismos diferenciados e perfeitamente integrados para regular o volume e a osmolalidade plasmática, assim como a sua temperatura corporal. Portanto, tanto a falta quanto o excesso podem ser prejudiciais.

Atenção: O conteúdo deste artigo tem como único objetivo a informação.
Antes de inciar qualquer atividade física procure um médico.
Somente o profissional de educação física tem competência para prescrever exercícios físicos.

Referência bibliográfica:
C.A. Machado, AC Vimieiro, Hidratação durante o exercício. Revista Brasileira de Medicina, 2006,  SciELO Brasil.






terça-feira, 26 de junho de 2012

Pré exaustão: Potencializando seu treino



É um método de treinamento que foi utilizado por grandes nomes do fisiculturismo como: Mike Mentzer e Dorian Yates  e seu objetivo é potencializar o treino do músculo principal. 

Na execução dos exercícios básicos, normalmente um músculo menor é levado a exaustão antes que músculo alvo chegue a ser estimulado adequadamente. Um exemplo disto, é o que ocorre com o tríceps durante o treino para peitoral quando escolhemos começar pelo exercício de supino. Ocorre que, para realizar o movimento de extensão do braço, um músculo menor, o triceps, que é o motor primário na extensão do cotovelo, acaba entrando em fadiga antes que o peitoral seja exigido em seu nível máximo, comprometendo sua hipertrofia. Para evitar que isto não ocorra, podemos lançar mão de um método conhecido como pré exaustão, que consiste em realizar um exercício específico para o músculo alvo antes de um exercício básico.

Exemplo: Crucifixo antes do supino, pull over antes do puxador para grande dorsal, abdução de braços antes do desenvolvimento para ombros e extensão de pernas (com caneleiras ou na máquina) antes do agachamento. 


Fig. 1: Exemplo de pré exaustão para peitoral porção superior:



Fig. 2: Exemplo de pré exaustão para glúteo:


A pré exaustão, é apenas uma entre as muitas variações de treino que o (a) praticante de musculação deve lançar mão para que ocorra a quebra da homeostase e assim, continuar a obter ganhos a nível muscular. 



Bom treino!






Atenção:

- Este artigo tem apenas finalidade informativa.
- Antes de iniciar qualquer atividade física, procure um médico.
- O profissional de educação física é o único que está apto a prescrever exercício físico. 


Hugo Duarte Campos - Personal trainer e fisioterapêuta.


quinta-feira, 21 de junho de 2012

Lesões musculares - Estiramento


A lesão muscular envolve uma série de processos teciduais, principalmente a degeneração
intrínseca da fibra muscular e a destruição da lâmina basal, o que caracteriza uma desorganização das miofibrilas nos sarcômeros, ruptura de mitocôndrias e retículos sarcoplasmáticos, descontinuidade do sarcolema, alterações dos níveis de cálcio, autodigestão e morte celular (Oliveira, 2004).





O estiramento é causado por alongamento excessivo das fibras musculares, indo além do seu estado fisiológico, onde o músculo é exigido além de sua capacidade. O local de maior ocorrência é a junção miotendínea ou músculo-tendão. Alguns métodos de imagem são capazes de precisar o local da lesão. 
Os grupos musculares mais acometidos pelos estiramentos ou lesão por alongamento excessivo, são os bilarticulares, pois ultrapassam duas articulações e são responsáveis pelo controle do movimento articular, tendo, portanto, a função de não permitir que se exceda os limites articulares. Um exemplo são os músculos posteriores da coxa, que limitam a extensão e desaceleração da extensão durante uma corrida. Estes músculos tem a característica de trabalharem, grande parte do tempo, em contração excentrica. Estes músculos apresentam grande quantidade de fibras rápidas do tipo I1, são bastante vascularizados, gerando rápida resposta inflamatória quando ocorre uma ruptura de suas fibras. Em algumas lesões, pode ocorrer um pequeno rompimento de vasos (equimose) ou rompimento com maior volume de sangue (hematoma).




Classifica-se as lesões de acordo com sua gravidade, dependendo do número de fibras lesionadas:

Grau 1:  Compormetimento de pequena quantidade de fibras. Ocorre dor quando o músculo é solicitado pela contração, especialmente contra a resistência. A dor localiza-se em um ponto específico. O edema pode estar presente. Ocorrem danos estruturais mínimos, a hemorragia é pequena, e a resolução é rápida.

Grau 2:  Praticamente os mesmos achados do grau 1, só que com maior intensidade, geralmente encontrada na junção miotendínea. Resolução mais lenta, com diminuição maior da função e maior número de fibras Musculares lesadas.

Grau 3: Ruptura Completa do Músculo, com completa perda de função e lesão palpável. Dor de leve a intensa com edema e hemorragia grandes.
  

Tratamento:

Fase 1: O grande erro dos atletas e esportistas é insistir em continuar as atividades após sentir a dor característica da lesão muscular. A dor sempre indica que algo está errado e imediatamente devemos iniciar o repouso, seguido de gelo no local, compressão e elevação para diminuir o dano tecidual, sangramento, a resposta inflamatória e dor. 
O ultrassom vem sendo empregado neste tipo de lesão pois influencia a atividade das células . plaquetas, mastócitos, macrófagos neutrófilos envolvidas na fase inflamatória do processo de regeneração tecidual, acelerando o processo de cicatrização. O uso de AINES (antiinflamatórios não esteroidais) poderão ser utilizados sob prescrição médica.

Fase 2: Mobilidade precoce controlada e alongamentos passivos (assistidos), sempre dentro de uma área de conforto. O paciente não pode sentir dor. Natação e exercícios para os membros superiores são estimulados para manter o condicionamento.

Fase 3: Exercícios isocinéticos são iniciados. Estimula-se o uso de bicicleta e de esteira.

Fase 4: Após realizar exercícios isocinéticos sem dor, iniciaam-se corridas em linha reta. Permite-se o uso de exercícios de contração excêntrica. A intensidade do treinamento é gradualmente aumentada e o atleta inicia exercícios de agilidade e arranques.

Fase 5: A fase final é o retorno ao esporte. Não há consenso sobre o retorno as atividades. Todo esforço é feito para realizar os exercícios específicos do esporte sem dor, com a força normal, com a agilidade normal, sem dor, e então, o retorno ao esporte é permitido. Apesar disso, o risco de reincidência permanece alto por um período significativo.


Obs.: Este artigo tem como único objetivo a informação, não substituindo a consulta médica e o tratamento supervisionado pelo fisioterapêuta.

sábado, 16 de junho de 2012

Exercício resistido e emagrecimento.

 A obesidade é provavelmente o mais antigo distúrbio metabólico, havendo relatos da ocorrência desta desordem em múmias egípcias e em esculturas gregas. É um problema de saúde pública e considerada epidemia pela OMS. Este mal cresce a cada ano no Brasil. Em um levantamento feito pelo IBGE com quase 200 mil pessoas entre 2008 e 2009, verificou-se que o sobrepeso está presente em cerca de 30% das crianças e pelo menos 50% dos adultos acima de 20 anos.
Hoje, se fala em ambiente obesogênico, que se caracteriza por pouca ou nenhuma atividade física, consumo de alimentos ricos em carboidratos e gorduras, baixo consumo de alimentos saudáveis como frutas e verduras e excessivo uso das tecnologias (computadores, televisão, video games, etc).


Há algum tempo atrás, a orientação para perda de peso corporal era atividade aeróbica. Os exercícios aeróbios continuam sendo importantes na perda de peso e na manutenção da qualidade de vida das pessoas, mas pesquisas recentes indicam que os exercícios resistidos ou com peso são grandes aliados para a qualidade de vida das pessoas e emagrecimento.
O treinamento resistido acarreta em ganhos de massa muscular, aumentando a taxa metabólica basal (TMB), que é o gasto energético necessário para manter as funções vitais do organismo durante o repouso.
Quando temos aumento da TMB (que corresponde a 70% do gasto calórico de um individuo normal!), aumentamos o consumo de oxigênio (VO2) entrando em um estado de queima de gordura. Este aumento da TMB sedá devido a necessidade de reparo tecidual.



Porém, é importante lembrarmos que para ocorrer anabolismo e ganho de massa muscular é necessário, além de um bom programa de treino, alimentação e repouso adequados.
Mas atenção, aumento de peso na balança, não significa ganho de gordura corporal. Os exercícios resistidos causam aumento de massa muscular (hipertrofia) que aumentará seu peso corporal.
Para sabermos se o treino que estamos realizando está tendo o resultado esperado é importante realizarmos uma avaliação física de composição corporal antes de iniciá-lo, assim como reavaliações periódicas (no mínimo de 6 em 6 meses). Na avaliação de composição corporal é levando em consideração o peso, altura, perímetros e dobras cutâneas do avaliado, permitindo identificar as alterações induzidas pelo programa de exercícios.


Obs.: Antes de iniciar qualquer atividade física, procure um médico. Todo programa de exercícios deve ser prescrito e supervisionado por um profissional de educação física.


Bom treino!