sábado, 16 de junho de 2012

Número de doações de sangue cai mais de 20% em todo o país


Doar sangue é um ato de amor e solidariedade a vida. A doação de sangue deve tornar-se um hábito, pois não custa nada e, não podemos esquecer que amanhã, um parente ou até nós mesmos podemos precisar.



O Ministério da Saúde alerta: os estoques de hemocentros de todo o País começaram a diminuir. Cerca de 300 mil brasileiros (1,8% da população) doam sangue, mas em períodos de frio, chuvas e com a aproximação das férias há redução de 20% a 25% no número de doações. Em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, a queda no número de doações chega a 40%.

O Ministério lembra que qualquer pessoa com peso acima de 50 quilos e idade entre 18 e 67 anos pode doar sangue. Jovens com idade entre 16 e 17 anos também podem doar desde que haja consentimento formal do responsável legal.

Recomendações
Os doadores não podem estar em jejum e devem fazer um repouso mínimo de seis horas na noite anterior. Bebidas alcoólicas devem ser evitadas por 12 horas, alimentos gorduras por três horas e cigarros por, pelo menos, duas horas antes da doação. Lembre-se: no momento da doação é necessário apresentar documento com foto válido em todo território nacional.


Fonte:

http://drauziovarella.com.br

quinta-feira, 14 de junho de 2012

DOR NO OMBRO

A articulação do ombro é a que permite maior mobilidade e, por isso, apresenta certa instabilidade. Na literatura especializada, é tratada como “o complexo articular do ombro”. Esse complexo é uma região interessante devido à integração de várias articulações e à susceptibilidade a traumatismos. Com relação às alterações musculoesqueléticas, a dor no ombro é muito comum, ficando atrás apenas das dores na região cervical e na região lombar da coluna vertebral.




Na maioria das vezes, a síndrome do impacto é a responsável pelas dores no ombro. A sindrome do impacto do ombro é mais frequente em indivíduos que praticam certas atividades ocupacionais, envolvendo movimentos de lustrar, lixar e moer. Atividades recreativas e esportivas, tais como natação, arremesso e tênis, estão entre as causas mais comuns de síndrome do impacto.




 
 A faixa etária mais atingida por essa síndrome é a terceira idade, 34% da população acima de 65 anos apresenta disfunção do ombro. A prevalência de dores e disfunções no ombro varia entre 4 a 20% da população acima de 40 anos e a incidência destas disfunções aumenta 1% a cada ano.


 A sindrome do impacto do ombro consiste de um processo inflamatório causado por um trauma ou por movimentos repetitivos com o braço em abdução acima de 90°. Sempre que elevamos o braço acima da linha do ombro ocorre atrito do tendão do supra espinhal (um dos músculos do manguito rotador) e/ou a bursa subacromial contra a superfície do acrômio e do ligamento coracoacromial, que formam o arco coracoacromial, gerando uma lesão tecidual acompanhada de um processo inflamatório gerando dor e limitação da amplitide articular nos movimentos do ombro. 


 Etapas da Síndrome do Impacto
1º Fase: Bursite e/ou tendinite - Ocorre o atrito, mas não há rompimento do tendão;
2º Fase: Tendinose e rotura parcial do manguito rotador conjunto dos quatro principais tendões do ombro (supraespinal, infraespinal, subescapular e redondo menor). O tendão mais acometido de lesão é o do supraespinal. Nesta situação, o atrito é mais intenso ou crônico, chegando a romper parcialmente o tendão.
3º fase: Na rotura completa do manguito rotador ocorre rompimento do tendão em toda a sua espessura. Há grande tendência da lesão aumentar com o tempo, levando a dores mais intensas, perda gradativa da força e dificuldades para as atividades diárias. Neste caso, não há cicatrização com tratamento clínico.

O tratamento de eleição nas tendinopatias com o acrômio tipo III (ganchoso) que não melhoram com o tratamento conservador, nas lesões parciais e totais de tendões é a vídeoartroscopia de ombro.

Artropatia do manguito rotador: É uma evolução tardia da rotura completa que não foi tratada. Dessa forma, há um grande rompimento dos tendões, levando ao desgaste e envelhecimento da articulação (artrose), com severa limitação funcional e de difícil tratamento. A dor é o principal sintoma, sendo mais intensa no período da noite. Fraqueza, barulho (crepitação) e dificuldade para os afazeres domésticos são outros sintomas. O diagnóstico é feito através de conversa e exame físico, além de raio x, ultra-som ou artro-ressonância magnética.

Quando não há rotura completa, o tratamento clínico é eficaz em 85% dos casos, sendo realizado através de medicação, fisioterapia, correção de vícios posturais e reforço muscular contínuo. Em caso de rotura completa, o tratamento é cirúrgico através da vídeoartroscopia (cirurgia com uso de microcâmeras), que auxilia na melhora da maioria dos casos (80 a 99%). O diagnóstico de certeza pode ser dado através da artrografia, ultrassonografia, ressonância nuclear magnética, etc. A indicação cirúrgica é formal e tem como objetivo a acromioplastia (para descomprimir) e a reconstrução do manguito rotador. Em pacientes idosos, com doenças descontroladas e que apresentem pouco uso do braço no dia-a-dia a cirurgia é evitada.

Existe concordância que a síndrome do impacto do ombro deve ser tratada por medidas conservadoras (antiinflamatórios e fisioterapia). Somente na falha do tratamento conservador num período de três a seis meses é que está indicado o tratamento cirúrgico. A intervenção fisioterapêutica visa melhorar o equilíbrio muscular da região, aumentar a funcionalidade do membro acometido e possibilitar retorno mais rápido às atividades de vida diária, com diminuição das dores.


Objetivos da fisioterapia:

 - Diminuição do quadro álgico;

 - Dimiuir o quadro inflamatório;

 - Devolver ao espaço subacromial sua integridade fisiológica;

 - Restabelecer força aos músculos afetados;

 - Reintegrar paciente à AVD's.


Tratamento fisioterapêutico:

 Mesmo nos quadros agudos, ou até crônicos em que encontramos um quadro álgico intenso, já podemos iniciar um tratamento cinesioterápico no paciente para tentar diminuir sua queixa principal: a dor.

Se temos a dor como manifestação clínica, certamente já temos instalado um quadro inflamatório, o que aumenta o volume das estruturas subacromiais levando a mais fricção das mesmas contra o arco coracoacromial, o vai conduzir a mais dor e mais inflamação.

Com o aumento do quadro álgico o paciente deixará de usar o membro para a maioria dos seus movimentos do dia a dia. O desuso afetará a biomecânica normal no ombro. Se queremos acabar com o quadro inflamatório e conseqüentemente a dor, temos que descomprimir o espaço subacromial. Para tal, entra em cena o programa de fortalecimento dos músculos rotadores do manguito, ou seja, o subscapular, o infra espinhoso e o redondo menor (estabilizadores).

Exercícios de fortalecimento:




 
Se o paciente ainda não consegue realizar os movimentos isotonicamente, podemos intrui-lo a realizá-los isometricamente, contra uma parede, por exemplo, até que o consiga. Segue um roteiro do tratamento:

- Cinesioterapia ativa dos rotadores Int. e Ext.;

- Distensão capsular c/ inferiorização passiva da cabeça do úmero, descomprimindo o espaço subacromial;

- Alongamento (stretch de supra espinhoso);

- Exercícios de Codman, também para descompressão subacromial;

- Crioterapia;

- Medidas eletroterápicas antiinflamatórias: Ultra-som, iontoforese.

Obs: É importante que, durante o tratamento, as atividades que requeiram o uso dos membros superiores sobre a cabeça sejam evitados ou mesmo substituídos, assim como as atividades que possam levar ao impacto subacromial e dor. Com o alívio do quadro álgico e a restauração do arco de movimento completo, todos os músculos da cintura escapular devem ser fortalecidos.


Exercícios de Codman:
 

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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Evidências de tratamentos para as dores lombares

Olá amigos.

Muitos são os tratamentos e, muitas vezes, além da frustração por não surtirem os efeitos desejáveis, ainda podem causar prejuízos financeiros ao paciente. Portanto acho estes esclarecimentos importantes para os que sofrem de algum tipo de incomodo relacionado a coluna vertebral, mais particularmente da região lombar.


Os meios físicos de tratamento como frio e calor nas diversas modalidades, são meros coadjuvantes no processo de reabilitação. Não atuam sobre as causas e sobre a história natural das síndromes dolorosas lombares, portanto não devem ser usados como única forma de tratamento;

A estimulação elétrica transcutânea (Tens), muito usada nas clínicas de fisioterapia, tem sua real eficácia discutida. Não estando indicada como medida inicial na lombalgia mecânica aguda. Ela deve ser usada como uma ferramenta de analgesia e nunca como principal forma de tratamento;

Os exercícios aeróbicos são comprovadamente eficazes nos casos de dores lombares, porém, o tipo de exercício aeróbio, intensidade e duração devem ser determinados pelo fisioterapêuta. Para algumas pessoas, o aeróbio pode estar contraindicado.

 O fortalecimento da musculatura paravertebral é bastante eficaz  nas lombalgias e lombociatalgias, cito aqui, os exercícios de estabilização segmentar. Mas atenção: Somente o fisioterapêuta poderá indicar os exercícios adequados para cada caso;

O RPG (Reabilitação postural global) tem altas evidências quanto a sua eficácia;

Órteses e tração vertebral necessitam de comprovação através de estudos prospectivos controlados e randomizados de melhor qualidade e consistência metodológica;

A manipulação somente deve ser realizada em casos específicos e por fisioterapêutas capacitados para tal procedimento. Não deixe curiosos estalar suas costas, você pode pagar caro por isso!;

A educação e o esclarecimento dos pacientes são os maiores aliados e fundamentais para a diminuição dos fatores responsáveis pelos quadros de dor. Estudos de meta-análise demostram evidências de que a educação em relação ao que é correto ou não fazer para  a saúde da coluna, têm a curto prazo, melhores resultados que as outras formas de tratamento. Existem ainda moderadas evidências que a educação postural em lombalgias por problemas ocupacionais são bastante efetivas;

Nos problemas relacionados a coluna lombar, a informação é a maior aliada do tratamento. O paciente deve ter conhecimento sobre o que pode e o que não pode fazer para a diminuição das dores e melhora de sua qualidade de vida.

Por Hugo D. Campos



Referências:

Diagnóstico e tratamento das lombalgias e lombociatalgias.
Brazil AV; et all. Revista Brasileira de Reumatologia, vol.44 no.6 São Paulo Nov./Dec. 2004.

sábado, 9 de junho de 2012

Lesões esportivas - tendinopatias

A maoiria das lesões tendíneas em atletas ocorre por excesso de uso. Nos EUA, compreeendem 30 a 50% das lesões esportivas. Nem todas as lesões de tendões podem ser consideradas tendinites. Recentemente, novas questões foram levantadas sobre o diagnóstico das tendinopatias. Existem, por exemplo, as tendinoses, que são lesões do tendão com ausência de processo inflamatorio, porém com quadro doloroso e de degeneração do colágeno. A partir dessa constatação, o tratamento das lesões tendíneas, devem mudar, principalmente no que diz respeito ao tratamento de redução da inflamação. O tratamento fisioterapêutico deve se concentrar em medidas que promovam a regeneração do colágeno e diminuição do quadro de dor.


Atualmente, pesquisas indicam que a regeneração do colágeno pode ser induzida através da pratica de exercícios de característica excêntrica, ou seja, a fase negativa do exercício (a favor da gravidade).  
O tendão, assim como o músculo e o ligamento, responde ao exercício e à imobilização. Wren e Carter  relatam que "o exercício pode aumentar o tamanho, força e rigidez do tendão e do ligamento mediante a melhora no alinhamento das fibras, aumento do conteúdo, espessura e entrelaçamento entre as fibras de colágeno". Portanto podemos pressupor que os exercícios podem ser um fator positivo no tratamento das tendinopatias.
    A tendinite pode ser intrínseca ou extrínseca, sendo que a primeira é causada por forças dentro ou fora do tendão que promovem mudanças em sua estrutura. Entretanto, estas mudanças são sempre resultado de fatores externos, como por exemplo um treinamento de alta intensidade, a menos que existam patologias do tecido conectivo que afetem o tendão. A lesão tendinosa resultante de fatores externos é comumente denominada lesão por sobreuso (overuse). A teoria por trás da lesão por sobreuso propõe que o tendão está sendo sobrecarregado na região linear da curva força-comprimento e se esta sobrecarga é sustentada por algum tempo, a ruptura de algumas fibras do tendão desencadeia a lesão já que não é dado a ele tempo suficiente para recuperar-se. Alguns exemplos de mecanismos possíveis de lesão são um movimento repetitivo de um segmento corporal como por exemplo, no lançamento no beisebol, a pegada no jiu jitsu ou judô, etc.


A tendinose é uma condição caracterizada pela degeneração do colágeno e ausência de células infamatórias e perda da orientação normal das fibras de colágeno assim como de seu diâmetro. A tendinite é uma condição onde há degeneração e infiltrado inflamatório no tendão. Na tendinose, a patologia do tendão não é do tipo inflamatória mas sim degenerativa, com ausência de infiltrado celular inflamatório, mas com degeneração colágena e ainda existe uma correlação entre a neovascularização (processo patológico constituído por proliferação de vasos sanguíneos em tecidos ou posições anormais) e as mudanças estruturais e a dor nestas tendinopatias.
Agora vocês devem estar me perguntando como vou saber se tenho uma tendinite ou uma tendinose por exemplo do músculo supra espinhal do ombro. Para medir a concentração de substâncias do tendão, existe um exame chamado de microdiálise. Este exame vai medir as concentrações de glutamato e prostaglandina E2 (PGE2), quando não indica altas concentrações de PGE2, não há existência de inflamação.
Concluindo,  a evidência sugere que o exercício eccêntrico contribui para melhorar as tendinopatias, principalmente dos membros inferiores, possivelmente mediante a isquemia nos neovasos e reorganização colágena. Entretanto, ainda não foi estabelecido os mecanismos pelos quais o exercício eccêntrico promove a regeneração do tendão e o desaparecimento dos neovasos, necessitando maiores investigações nesta área. Os exercícios de alongamento não parecem ter qualquer tipo de efeito, negativo ou positivo, sobre as tendinopatias de acordo com a literatura revista. A fisioterapia convencional não possui nenhum tipo de efeito no tratamento das tendinopatias já que a maioria destes métodos de tratamento estão destinados a reduzir processos inflamatórios e os estudos histopatológicos sugerem que não há presença de células inflamatórias no tendão lesionado, ainda que a crioterapia parece ter certo efeito benéfico nestes pacientes. Entretanto, a fisioterapia manipulativa possui efeitos hipoálgesicos em tendinopatias e supostamente poderia contribuir para a normalização do processamento central e periférico da dor. Ainda faltam respostas a certas perguntas básicas como qual é o papel dos neuropeptídeos inflamatórios nas tendinopatias, qual é o melhor protocolo de exercício eccêntrico no tratamento das tendinopatias e se este beneficiaria as tendinopatias nos membros superiores, quanto repouso necessita o paciente na fase aguda de sua apresentação e se este é necessário e qual a duração a longo prazo dos efeitos hipoálgesicos da fisioterapia manipulativa e se este modificam e modulam a sensitização central.



Fonte:
http://www.terapiamanual.com.br/br/artigos.php?v=1&pg=artigos/tendinopatias1.htm

sexta-feira, 8 de junho de 2012

ANDADOR - MALEFÍCIOS E PERIGOS PARA O SEU BEBÊ.

Crianças podem usar andadores?

O grande erro dos pais – em seu total desconhecimento - é achar que o andador ajudará a criança a começar a andar. Isso não é verdade. O andador traz prejuízos no desenvolvimento neuro-psico-motor do bebê.
Por que será que não é bom?
Os motivos são diversos. Vejamos alguns:


1. A criança desde o nascimento passa por etapas do desenvolvimento em que cada fase serve de base para a próxima. Primeiro sustenta a cabeça, depois rola o corpo para os dois lados, arrasta-se de barriga para baixo, senta-se com apoio, depois sem apoio, engatinha (alguns não passam por esta etapa – ver:
http://gustavofisio.blogspot.com/2011/02/meu-minha-filhoa-nao-engatinha-ou-nao.html), ficam em pé para então iniciar os primeiros passos.

2. Em todo desenvolvimento motor a criança explora o ambiente e os objetos à sua volta, desenvolvendo paralelamente o aspecto neurológico. O bebê irá interagir com os objetos a sua volta, irá observar as ações dos adultos e imitá-los.

3. O andador força a criança a saltar várias destas etapas essenciais para o seu desenvolvimento. Impede a criança experimentar as quedas naturais do início da aprendizagem de andar, assim, a aquisição do equilíbrio é limitado e pode ainda deformar a estrutura óssea da perna.

4. Por saltar etapas, o andador atrasa o início da marcha. Se o bebê é pequeno para o andador, usará somente as pontas dos pés para movimentar-se, o que poderá causar alguns problemas ósseos, musculares e tendinosos, além do atraso da marcha, dentre outros.


5. Falsa liberdade - A sensação de liberdade que o andador oferece é ilusão. O andador não deixa a criança explorar adequadamente o espaço em que está. Um simples objeto no chão que desperte a atenção do bebê passa a tornar-se algo inalcançável para o pequeno, pois o andador não oferece condições para que ele chegue à peça.

6. Já o bebê que não usa o andador poderá sentar-se no chão, engatinhar ou apoiar-se nos móveis até chegar ao objeto desejado. Lembre-se: enquanto manuseia objetos e brinquedos, o bebê está desenvolvendo suas capacidades motoras e cognitivas.

7. Os acidentes que podem provocar graves lesões nas crianças são outro problema relacionado ao uso do andador. Os acidentes mais comuns são as quedas quando as crianças usam os pés para se impulsionarem para trás e batem com a cabeça, e ainda as quedas em degraus.


8. De tão prejudiciais e perigosos para as crianças, a venda de andadores em países como o Canadá já é proibida desde 2004.

9. Dados britânicos também mostram que o andador é o equipamento infantil que mais provoca acidentes e lesões, em especial devido à velocidade que os bebês podem atingir.

A maioria dos acidentes acontece quando o bebê se choca em alguma coisa, encontra um degrau ou um obstáculo e o andador vira. Um simples sapato ou brinquedo no meio do chão já pode causar esse tipo de acidente. Em geral, a primeira parte do corpo do bebê a ser atingida em um acidente com andador é a cabeça, podendo haver traumatismos cranianos de diversas proporções - desde leves, sem conseqüências, até bem mais graves e, em casos extremos, fatais.

10. Outro perigo é a falsa sensação de segurança que o andador transmite a quem está tomando conta da criança. Como ela está presa no andador, as pessoas tendem a deixá-la por mais tempo sozinha, quando na verdade deveria acontecer justamente o contrário. O bebê provavelmente fica mais seguro se está no chão, desde que o ambiente tenha sido
preparado para ele.

11. Os estímulos proporcionados pelo andador são inadequados quando comparados com aqueles mais instintivos dados pelos pais que acompanham a criança nos seus primeiros passos.

12. Algumas crianças que utilizam andador por muito tempo tornam-se mais inseguras no momento em que precisam andar sem qualquer apoio, demorando mais tempo ainda para poder andar sozinhas.



O uso do andador compromete muito o desenvolvimento global das crianças. Os pais devem pensar nas consequências do andador antes de comprá-los. Não há criança normal que deixou de aprender a andar por falta do andador.


 Existem andadores modernos onde a criança permanece em pé como na imagem abaixo, para este não há restrição.





 



"O Melhor mesmo é deixar o bebê explorar e se divertir no chão."
Fonte:

Envelhecimento e trabalho: um desafio para a agenda da reabilitação


Olá amigos.
Li este artigo na RBF e resolvi postar pois é um assunto bastante relevante. A população trabalhadora está envelhecendo e este fato levanta algumas questões como a qualidade da capacidade para o trabalhalho destas pessoas.
Boa leitura!
Dr Hugo.

Revista Brasileira de Fisioterapia - Aging and work: a challenge for the rehabilitation schedule

quinta-feira, 7 de junho de 2012

DESIDRATAÇÃO DO DISCO INTERVERTEBRAL

Como o próprio nome diz, o disco intervertebral localiza-se entre um corpo vertebral e outro e e´constituído de anel fibroso e núcleo pulposo. O núcleo pulposo constitui a parte interna do disco e o anel fibroso a parte externa ou periférica do disco. As moléculas do disco tem a capacidade de atrair água, por isso dizemos que são hidrófilos. A parte externa do disco é inervada por nervos sinovertevral e vertebral enquanto o núcleo não apresenta inervação, nem vascularização, portanto a nutrição discal ocorre por difusão através da placa cartilaginosa.



O disco tem importância fundamental, já que é ele que permite os movimentos. Os movimentos ocorrem através de deslizamentos das vértebras, umas em relação as outras e o disco é a única estrutura maleável entre as vértebras. Qualquer alteração nos disco, altera toda a mecânica da coluna, acarretando em alterações estruturais e funcionais. Normamelmente a alteração funcional precede a alteração estrutural (degenerativa), pelo fato do paciente não procurar tratamento adequado assim que ocorrem os primeiros sintomas (dores, espasmos, etc.).
Quem suporta a maior parte da carga exercida sobre o disco é o seu núcleo (75%), o restante recai sobre o anel fibroso (25%). Podemos concluir portanto que, o núcleo é responsável por suportar cargas e o anel fibroso por conter o núcleo, impedindo a expansão demasiada do mesmo.





Quem nunca ouviu falar que ao acordar somos mais altos? Isto ocorre porque quando vamos dormir o disco está desidratado, reidratando-se durante o repouso com o alívio das forças compressivas.
A desidratação discal é um achado frequente em laudos de ressonância magnética. Na imagem  abaixo podemos observar a diferença de cor entre um disco sadio e um disco desidratado. O disco sadio apresenta cor clara, enquanto o disco desidratado apresenta cor escura e diminuição da sua altura.




Com a desidratação do disco, o mesmo tem sua capacidade de absorver cargas prejudicada. Porque isso ocorre? A explicação está no fato de que os proteoglicanos (proteínas extracelulares) e os glicosaminoglicanos estejam morrendo. Os glicosaminoglicanos tem a capacidade de atrair cátions e água, conferindo aos proteoglicanos a função de dar uma característica hidratada a matriz extracelular, além de dar rigidez a mesma, conferindo-lhe a capacidade de resistir a compressão.
A maioria das pessoas com mais de 50 anos de idade apresentam sinais radiológicos de degeneração discal com diminuição da altura do disco e escurecimento de mesmo (desidratação) na ressonância magnética. Estas evidências radiológicas estão presentes em pessoas que nunca sentirão dor nas costas, entretanto, na grande maioria das pessoas esta degeneração é acompanhada de dor.
Na discopatia dolorosa não precisa haver ruptura do disco como na hérnia de disco, sendo mais comum a perda da capacidade de amortecimento e o endurecimento das estruturas discais. A dor, no caso da degeneração discal, é mais localizada, assim como ocorre na lombalgia e sem irradiação como no caso da dor ciática. É importante salientar que a cirurgia só indicada quando o tratamento medicamentoso e a fisioterapia falham. A cirurgia, neste caso, tem como objetivo a reconstrução do espaço com técnicas de artrodese (fixação) e artroplastia discal (prótese discal).